L'itinérance

“Cinema: It is a ribbon of dreams.” (Orson Welles)

A Noviça Rebelde – 45 anos

Como resolver o problema que é Maria?
Como segurar a lua com uma das mãos?
Como agarrar uma nuvem e prendê-la ao chão?
Como trancar o vento na prisão?
Como se faz pra consertar Maria?

The Sound of Music, movie

Neste ano há muita coisa importante completando 45 (quarenta e cinco) anos. Uma delas é o filme A Noviça Rebelde (The Sound of Music), que em Portugal recebeu o título de Música no Coração. Assisti dias atrás ao documentário acerca dos quarenta cinco anos do filme. E aproveitei para assistir ao filme novamente. A primeira vez que o assisti foi na TV, quando a TV aberta ainda tinha algo a oferecer em matéria de filmes. Mas me lembro bem da primeira vez em que, já na era das videolocadoras, fui alugar a “fita”. O atendente era um rapaz bem jovem, e ele me disse algo que guardei: “Adoro esse filme! Eu costumava assisti-lo com minha avó”. “Puxa!”, pensei, “este é o tipo de filme que consegue reunir representantes de duas gerações e agradar a ambos”.

A Noviça Rebelde está entre os meus filmes prediletos. Julie Andrews desempenha um papel imortal como a noviça e Fräulein Maria. O cenário do musical é a Áustria. Aliás, é de longa data que Áustria e música combinam. O contexto histórico é a Áustria no processo de ocupação pelos nazistas, que estão prestes a prepararem o Anschluss.

A flor de EdelweissO filme norte-americano de 1965, do gênero drama musical, foi dirigido por Robert Wise. Originou-se de um musical da Broadway, cuja história é baseada na vida da família de cantores Von Trapp da Áustria. As canções são da autoria de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, com roteiro de Ernest Lehman. Foi rodado principalmente em locações em Salzburgo, na Áustria, e na região da Baviera, na Alemanha.

A Noviça Rebelde tem algumas das mais emocionantes sequências do cinema, embaladas por canções imortalizadas. Na edição do Oscar de 1966, o filme foi vencedor nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor montagem, melhor som e melhor trilha sonora. Foi indicado também nas categorias de melhor atriz (Julie Andrews), melhor atriz coadjuvante (Peggy Wood), melhor fotografia, melhor direção de arte e melhor figurino. O roteiro ganhou uma versão para teatro produzida pela Broadway. O álbum com a trilha sonora foi nomeado ao Grammy de melhor álbum do ano. A produção ocupa a quarta colocação na lista dos 25 maiores musicais norte-americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006. O filme foi escolhido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para ser preservado no Registro Nacional de Filmes em 2001, e sempre consta das listas dos melhores filmes já feitos. Confira aqui o vídeo com o trailer de 1965.

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Written by Paulo Amadeu

15/11/2010 às 6:10

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