L'itinérance

“Cinema: It is a ribbon of dreams.” (Orson Welles)

Dez Filmes (52)

Publico mais uma lista de dez (10) filmes a que tenho assistido — em alguns poucos casos, mais de uma vez. Assim como nas listas anteriores, procurei incluir vários gêneros, épocas e avaliações. Os links remetem para um site especializado em cinema.

“A Separação” (Jodaeiye Nader az Simin, 2011)

Leila Hatami e Peyman Moaadi em “A Separação” (Jodaeiye Nader az Simin, 2011)

1. A Separação (Jodaeiye Nader az Simin, 2011) – Filme iraniano escrito e dirigido por Asghar Farhadi e estrelado por Peyman Moaadi, Leila Hatami, Sareh Bayat, Shahab Hosseini e Sarina Farhadi. Um drama realista, denso, que evoca percepções, sentimentos e atitudes humanas frequentes em situações adversas. Valores, convicções, interesses, deveres e direitos, verdade e mentira, manifestos na complexa rede dos relacionamentos em meio às pressões e embates do dia a dia. O filme foi bem premiado na última edição do Festival de Berlim; é também a indicação oficial iraniana ao próximo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. nota 8,6

2. O Homem Elefante (The Elephant Man, 1980) – Filme britânico dirigido por David Lynch. Estrelando Anthony Hopkins, John Hurt, Anne Bancroft e John Gielgud. Premiado longa-metragem que relata a história de um jovem inglês, portador de uma doença que provocou terríveis deformidades na maior parte do seu corpo. O filme é uma obra-prima de David Lynch. Boa trilha sonora de John Norris. Em 1981 foi indicado ao Oscar em 8 (oito) categorias, entre as quais: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (John Hurt), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. “Eu não sou um elefante. Eu sou um homem.” nota 8,3

3. Rocco e seus Irmãos (Rocco i suoi fratelli, 1960) – O filme, dirigido por Luchino Visconti, pertence à chamada estética neorrealista. Possui trilha sonora de Nino Rota e roteiro baseado em episódio do romance Il ponte della Ghisolfa. Estrelando Alain Delon, Renato Salvatori, Annie Girardot e Katina Paxinou. Um drama italiano com tudo o que tem direito. Uma viúva e cinco filhos rapazes mudam-se da sulista e interiorana Basilicata para Milão. O roteiro consiste em apresentar os rapazes, do mais velho ao mais novo, sendo Rocco o terceiro dentre eles. nota 8,3

4. A Estrada da Vida (La strada, 1954) – Filme italiano dirigido por Federico Fellini, é considerado uma das grandes obras-primas deste diretor. Em cena, muito boa parceria de Anthony Quinn e Giulietta Masina, contando ainda o elenco com Richard Basehart. A importância de se encontrar um sentido para viver, de reconhecer o seu lugar e valor, e de identificar em tempo as pessoas realmente decisivas em sua vida. Trilha sonora de Nino Rota. Em 1957 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e foi indicado como Melhor Roteiro Original. “Ele parece um cachorro. E ao que parece, um cachorro que está tentando falar, mas só pode latir”. nota 8,2

5. A Partida (Okuribito, 2008) – Filme japonês dirigido por Yojiro Takita. Estrelando Masahiro Motoki, Ryôko Hirosue e Tsutomu Yamazaki. Bastante humano, tocante, e com alguns momentos bem humorados e divertidos. Bom foco no sentido fundamental de vida e morte, e sobre o peso das expectativas e das memórias. Momentos de boa fotografia e boa trilha sonora, com excelentes peças ao piano e violoncelo. Ao início do filme, execução, com orquestra e coral, do conhecido movimento da Nona Sinfonia de Beethoven. Em 2009 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “É triste subir a corrente para então morrer”. nota 8,1

6. Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon, 1975) – Drama policial dirigido por Sidney Lumet, baseado em episódio ocorrido no Brooklin, Nova York, em 22 de agosto de 1972. Estrelando Al Pacino, John Cazale, Chris Sarandon, Charles Durning e James Broderick. Muito boa, convincente, a atuação de Al Pacino. O filme marcou a estreia do ator Chris Sarandon no cinema. Na edição do Oscar de 1976 o filme foi indicado em seis categorias, vencendo como Melhor Roteiro Original. Entre as indicações: Melhor filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Al Pacino). nota 8,1

7. Z (Z, 1969) – Filme franco-argelino dirigido por Costa-Gavras e baseado no romance homônimo de Vassilis Vassilikos. Estrelando Yves Montand, Irene Papas e Jean-Louis Trintignant. Suspense político que retrata episódios ocorridos em 1963 na Grécia. “Qualquer semelhança com fatos ou pessoas vivas ou mortas não é casual mas intencional”. Em 1970 foi indicado ao Oscar em cinco categorias, vencendo como Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Edição; as demais indicações foram Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adapatado. “Vivemos em uma sociedade em que a imaginação é suspeita. E precisamos dela para resolver os nossos problemas”. nota 8,1

8. Jogos Proibidos (Jeux Interdits, 1952) – Filme francês, do gênero drama de guerra, dirigido por René Clément. Estrelando Georges Poujouly, Brigitte Fossey e Amédée. A história tem início em junho de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, com os bombardeios alemães às caravanas que deixavam Paris. Numa guerra, as primeiras vítimas são a verdade e as crianças. O filme tornou amplamente conhecido o tema dedilhado por Narciso Yepes. Em 1953 ganhou o prêmio Oscar honorário de Melhor Filme Estrangeiro, e em 1955 foi indicado ao Oscar como Melhor Roteiro. “Elevou a uma singular pureza lírica a inocência da infância acima da desolação da guerra”. nota 8,0

9. Eterno Amor (Un long dimanche de fiançailles, 2004) – Filme francês, nos gêneros drama e guerra, dirigido por Jean-Pierre Jeunet, baseado no livro homônimo de Sébastien Japrisot. Um bom elenco, no qual se incluem Audrey Tautou, Gaspard Ulliel e Marion Cotillard; entre os coadjuvantes, Julie Depardieu, Jodie Foster e André Dussollier. Com uma cadência genuinamente francesa de sentimentos e linguagem, a história tem início na Primeira Guerra Mundial, e estendendo-se de 1917 a 1920. Os horrores da guerra são retratados em flashbacks com bastante realismo. Em 2005 o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia. nota 7,8

10. Minhas Tardes com Margueritte (La tête en friche, 2010) – Filme francês, de boa sensibilidade, dirigido por Jean Becker. Estrelando Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Sophie Guillemin e Maurane. Um enfoque interessantíssimo e tocante sobre a influência da leitura… e de uma boa amizade. Imagine o encontro de duas forças e de duas personalidades muito diferentes. No filme há a citação de alguns trechos de livros conhecidos, tais como “A Peste” de Albert Camus. “Sempre se retorna ao túmulo da mãe para uivar como um cão abandonado”. nota 7,0

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 51, 50, 49, 48, 47… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. Em meu espaço pessoal no Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

01/11/2011 às 21:36

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