L'itinérance

“Cinema: It is a ribbon of dreams.” (Orson Welles)

Archive for the ‘Assistidos Recentemente’ Category

Dez Filmes (59)

Publico mais uma lista de dez (10) filmes a que tenho assistido — em alguns casos, mais de uma vez. Assim como nas listas anteriores, procurei incluir vários gêneros, épocas e avaliações. Os links remetem para um site especializado em cinema.

The Artist, 2011, movie

Jean Dujardin e Bérénice Bejo em “O Artista” (The Artist, 2011)

1. O Artista (The Artist, 2011) – Excelente filme dirigido por Michel Hazanavicius, protagonizado por Jean Dujardin e Bérénice Bejo. Um louvor à sétima arte, trata-se de mais um roteiro que trabalha a transição do cinema mudo para o falado; porém, desta feita, com o imenso diferencial de tratar-se de um filme mudo. A história tem início em 1927, passando pela Quebra da Bolsa, e termina com o início dos grandes musicais. Na edição do Oscar de 2012 o filme foi indicado em 10 (dez) categorias, vencendo em cinco, entre as quais Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator (Jean Dujardin) e Melhor Trilha Sonora Original (Ludovic Bource). Entre as indicações, a de Melhor Roteiro Original. “O público quer carne fresca”. rate08_thumb_thumb

2. Histórias Cruzadas (The Help, 2011) – Roteiro adaptado com base no romance homônimo de Kathryn Stockett. Com direção de Tate Taylor, estrelando Emma Stone, Viola Davis e Octavia Spencer. Ambientado em Jackson, Missississipi, na década de 1960, durante a era americana dos “Direitos Civis”. O filme é narrado do ponto de vista de uma sofrida senhora negra, empregada doméstica, que, desde os seus quatorze anos, criou muitas crianças brancas. A história aponta para uma sociedade religiosa, vertical, estratificada e preconceituosa, com papéis bem definidos. Em 2012 ganhou um prêmio Oscar e recebeu outras quatro indicações, inclusive as de Melhor Filme e Melhor Atriz (Viola Davis). “Coma a minha merda”. 8,1

3. A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011) – Roteiro adaptado no homônimo livro infanto-juvenil de Brian Selznick, publicado em 2007. Dirigido por Martin Scorsese, estrelando Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz e Christopher Lee. Recorrendo a um apurado e comovente “mecanicismo poético”, a ficção se remonta às origens do cinema, às primeiras imagens animadas. A história traz Georges Méliès (1861- 1938), considerado o "pai dos efeitos especiais, e o curta francês Le Voyage dans la lune, de 1902. Em 2012 recebeu 11 (onze) indicações ao Oscar, tendo vencido em cinco delas. Entre as outras indicações, as de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora (Howard Shore) e Melhor Roteiro Adaptado. 7,7

4. Jezebel (Jezebel, 1938) – Produzido e dirigido por William Wyler, estrelando Bette Davis, Henry Fonda, Donald Crisp e George Brent. O roteiro baseou-se numa peça de Owen Davis. Trata-se de um drama ambientado na cidade de Nova Orleans no século XIX, na época em que a região era dominada pela aristocracia rural sulista algodoeira, e assolada por surtos de febre amarela. A boa trilha sonora foi assinada por Max Steiner. Na edição do Oscar de 1939 foi indicado em cinco categorias, vencendo em duas: Melhor Atriz (Bette Davis) e Melhor Atriz Coadjuvante (Fay Bainter). As demais indicações foram Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora (Max Steiner). 7,6

5. Os Descendentes (The Descendants, 2011) – Roteiro adaptado, com direção de Alexander Payne, estrelando George Clooney, Shailene Woodley e Amara Miller. Quando o Havaí não é apenas um paraíso. O drama promove uma imersão inteligente na realidade e tem vários momentos bem humorados. A trilha sonora recorre a bons acústicos havaianos, e a fotografia explora bem os recursos da região. Em 2012 foi indicado ao Oscar em cinco categorias, vencendo como Melhor Roteiro Adaptado. Entre as demais indicações, as de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (George Clooney). “Dê a seus filhos dinheiro para fazerem algo, mas não o bastante para não fazerem nada”. 7,5

6. Há Tanto Tempo que Te Amo (Il y a longtemps que je t’aime, 2008) – Filme francês escrito e dirigido por Philippe Claudel, estrelando Kristin Scott Thomas e Elsa Zylberstein, duas ótimas atrizes, assim como Serge Hazanavicius. Muito boa atuação de Kristin Scott Thomas. Trata-se de um filme de muita densidade humana, envolvendo medos, sofrimentos, incertezas e durezas. O roteiro bem construído resultou em um drama familiar com alma e coração. Bem premiado em festivais de cinema, foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 2009. 7,5

7. Os Cowboys (The Cowboys, 1972) – Roteiro adaptado, com direção de Mark Rydell, estrelando John Wayne, Roscoe Lee Browne e Bruce Dern. Nunca o substantivo cow-boy foi tão literal. Um vaqueiro contrata um grupo de onze garotos para ajudá-lo a levar seu gado em uma jornada que irá mudar a vida de todos. Neste celebrado western John Wayne pôde demonstrar todo o seu talento em uma grande performance. Boa trilha sonora de John Williams. “Se seu nariz empinar mais, você não conseguirá se curvar para calçar as próprias botas”. 7,2

8. Marcelino Pão e Vinho (Marcelino pan y vino, 1955) – Filme espanhol, com direção de Ladislao Vajda, estrelando Rafael Rivelles, Antonio Vico, Juan Calvo e Pablito Calvo. O roteiro adaptado baseia-se no famoso livro homônimo escrito por José María Sánchez. Conta a história em que, na Espanha, um órfão é encontrado na porta de um mosteiro, sendo então criado por doze frades franciscanos. Aplaudido no festiva de Cannes e Berlim. “Uns morrem, e outros nascem. O que morreu, se sabe se foi um homem bom. Mas, quanto ao que nasce, o que poderemos saber?” 7,0

9. Preto e Branco em Cores (Noirs et blancs en couleur, 1976) – Filme francês dirigido por Jean-Jacques Annaud, estrelando Jean Carmet, Catherine Rouvel e Jacques Spiesser. O roteiro da comédia é situado em 1915, na África Equatoria Francesa, onde os rumos da Primeira Grande Guerra têm seu impacto nas relações entre franceses e alemães locais, e os africanos são “convidados” a se envolver. Os jogos de interesse se manifesfam. Uma leitura bem humorada do colonianismo na África. Filmado inteiramente na Costa do Marfim. Em 1977 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “Um francês nunca se rende se pode existir alternativa”. 6,9

10. Albert Nobbs (Albert Nobbs, 2011) – Drama produzido pela Irlanda e Reino Unido, dirigido por Rodrigo García e protagonizado por Glenn Close. Estrelando ainda Mia Wasikowska e Aaron Taylor-Johnson. Roteiro baseado num conto do romancista irlandês George Moore. Uma mulher vive como um homem e alimenta um sonho, trabalhando em hotel na conservadora sociedade irlandesa do século XIX. Bons desempenhos de Glenn Close e Janet McTeer. Glenn Close já havia interpretado o personagem principal numa produção de teatro em 1982. Em 2012 foi indicado ao Oscar em três categorias, incluindo a de Melhor Atriz (Glenn Close). “Que homenzinho gentil!” 6,6

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 58, 57, 56, 55, 54… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. No canal Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

18/10/2012 at 19:03

Publicado em Assistidos Recentemente

Tagged with

Dez Filmes (58)

Lista dos últimos dez filmes a que temos assistido — em alguns casos assistidos novamente. A lista inclui vários gêneros, épocas e avaliações.

Fargo (Fargo, 1996)Frances McDormand em “Fargo” (1996), pelos irmãos Joel Coen e Ethan Coen

1. Fargo (Fargo, 1996) – Filme dirigido pelos irmãos Joel Coen e Ethan Coen. Estrelando William H. Macy, Frances McDormand, Steve Buscemi e Peter Stormare. Em pleno inverno, um tipo medíocre, mentiroso e fracassado contrata dois bandidos (um deles é psicopata) para sequestrar sua esposa, com o objetivo de receber o resgaste que seria pago pelo sogro, um homem durão. Após assassinatos, uma policial habilidosa, grávida, se envolve no caso. Trilha sonora bem construída. Baseado em fatos ocorridos em 1987. Em 1997 o filme foi indicado ao Oscar em sete categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor; ganhou como Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz  (Frances McDormand). 8,3

2. Pacto Sinistro (Strangers On A Train, 1951) – Bom filme de suspense dirigido por Alfred Hitchcock, com roteiro baseado em livro de Patricia Highsmith. Estrelando Farley Granger, Robert Walker, Ruth Roman e Patricia Hitchcock (filha do diretor). Um tenista famoso, mal casado, que gostaria de se divorciar a fim de casar-se com a mulher que ama, filha de um senador, encontra no trem um psicopata que lhe propõe um pacto. Trilha sonora de Dimitri Tiomki. Em 1952 o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia. “Todos têm alguém de quem gostariam de se ver livres”. 8,3

3. O Grande Golpe (The Killing, 1956) – Clássico noir dirigido por Stanley Kubrick baseado no romance Clean Break de Lionel White. Estrelando Sterling Hayden, Coleen Gray, Vince Edwards e Marie Windsor. O bom roteiro adaptado resultou em um filme envolvente e dinâmico, com alguns lances bem geniais no enredo, que retrata os esforços de uma quadrilha para roubar um hipódromo. O uso de uma cronologia não-linear e múltiplos pontos de vista influenciou muitos cineastas posteriores. Trilha sonora bem construída por Gerald Fried. 8,2

4. O Sol Enganador (Utomlennye solntsem, 1994) – Filme russo, em co-produção francesa, dirigido por Nikita Mikhalkov. Estrelando Oleg Menshikov, Nikita Mikhalkov e Ingeborga Dapkunaite. O filme consegue relacionar a repressão do stalinismo com uma suave crônica de uma família no interior da Rússia. Uma mescla de realidade e ficção, com um pano de fundo que se desenrola em pleno verão de 1936. O nome do filme enfatiza o aspecto enganador sob o qual vivia aquela sociedade, em que o “homem comum” se encontrava perdido e desorientado. Em 1995 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. 7,9

5. Romeu & Julieta (Romeo and Juliet, 1968) – Filme ítalo-britânico dirigido por Franco Zeffirelli, com roteiro baseado na obra-prima teatral de William Shakespeare. Filmado inteiramente na Itália, em diversas locações. Estrelando Leonard Whiting, Olivia Hussey, John McEnery e Milo O’Shea. Em Inglês, o que permite o contato com a prosa e a poesia no idioma próprio de Shakespeare. A trilha sonora de Nino Rota ficou imortalizada pela conhecida canção What Is a Youth. “Uma melancólica paz traz esta manhã consigo. O sol, por tristeza, recusa-se a mostrar o rosto. Porque nunca houve história mais triste…”. 7,7

6. Os Falsários (Die Fälscher, 2007) – Drama de guerra, de consórcio austríaco e alemão, dirigido por Stefan Ruzowitzky, baseado em história descrita no livro de memórias The Devil’s Workshop: A Memoir of the Nazi Counterfeiting Operation, de Adolf Burger. Estrelando Karl Markovics, August Diehl e Devid Striesow. Um criminoso judeu russo, o maior falsário de Berlim, presidiário em campos de concentração durante a Segunda Grande Guerra, lidera para os nazistas uma operação de falsificação de dinheiro e documentos. A história se passa entre 1936 e o carnaval de 1945. Em 2008 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. 7,6

7. O Tambor (Die Blechtrommel, 1979) – Filme dirigido por Volker Schlöndorff, em consórcio alemão, francês, polonês e iugoslavo. Baseado no livro homônimo de Günter Grass, de 1959. Estrelando David Bennent, Mario Adorf, Angela Winkler, Daniel Olbrychski e Charles Aznavour. Na província da Pomerânia, noroeste da Polônia, na cidade de Gdańsk (Dantzig durante o domínio alemão), um menino da etnia cassubiana para de crescer entre os três e os vinte anos. Durante este período ele carrega um tambor, do qual não se separa. Em tons satíricos, a história se inicia em 1899 e percorre os acontecimentos até o fim da Segunda Grande Guerra. Trilha sonora de Maurice Jarre. Em 1980 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. 7,6

8. A Viagem da Esperança (Reise der Hoffnung, 1990) – Filme suíço, em consórcio também turco e britânico, com direção de Xavier Koller. Estrelando Necmettin Çobanoglu, Nur Sürer e Emin Sivas. O enredo retrata a viagem de um homem pobre da Turquia para a Suíça. Deixando para trás seis de seus filhos, ele parte com a esposa grávida e um dos filhos menores. A viagem inclui uma travessia pelos alpes durante uma nevasca. Boa fotografia, e a questão do fluxo de imigrantes ilegais na Europa. Vários idiomas são trazidos para o filme. Em 1991 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “Os jovens se adaptam mais facilmente. Só eles podem mudar as coisas, não nós”. 7,6

9. Sombras de Goya (Goya’s Ghosts, 2006) – Filme de consórcio espanhol-estadunidense dirigido por Miloš Forman. Estrelando Javier Bardem, Natalie Portman e Stellan Skarsgård. A história se passa na Espanha, entre 1792 e 1809, durante a Inquisição Espanhola e as Guerras Napoleônicas. O pintor espanhol Francisco de Goya, de olhos perceptivos e detalhistas e ouvidos surdos, testemunhou e registrou o período em imagens: a inquisição, o período de incursão e domínio napoleônico, o ideário da Revolução Francesa na Espanha, a contra-ofensiva espanhola com o apoio inglês. Uma boa introdução às obras de Goya. 6,9

10. Uma Loira para Três (She Done Him Wrong, 1933) – Esta comédia dirigida por Lowell Sherman foi o primeiro filme estrelado por Mae West. O roteiro é baseado na peça Diamond Lil, escrita e estrelada pela própria Mae em 1928, encenada na Broadway por noventa e sete semanas. Estrelando ainda Cary Grant, Owen Moore e Gilbert Roland. A história, que se passa em Nova York nos anos 1890, é acerca de uma cantora de clube noturno. Em 1934 foi indicado ao Oscar de Melhor Filme; trata-se da produção com a menor metragem a ter sido indicada a este prêmio. “Há algo de maravilhoso nele… Ele não olha para mim. Só por mera curiosidade. Ele é diferente.” 6,6

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 57, 56, 55, 54, 53… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. No canal Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

12/01/2012 at 12:09

Publicado em Assistidos Recentemente

Tagged with

Dez Filmes (57)

Publicamos uma lista de dez filmes a que temos assistido — em alguns casos, mais de uma vez. Procuramos incluir vários gêneros, épocas e avaliações.

The Pianist, 2002, movie

Adrien Brody em “O Pianista” (The Pianist, 2002) de Roman Polanski

1. O Pianista (The Pianist, 2002) – Drama biográfico dirigido por Roman Polanski, estrelado por Adrien Brody, com roteiro baseado em obra autobiográfica de Władysław Szpilman, famoso pianista judeu-polonês. Com a invasão alemã e o início da Segunda Guerra Mundial, e restrições aos judeus poloneses pelos nazistas, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia. Na edição do Oscar de 2003 o filme venceu nas categorias de Melhor Diretor (Roman Polanski), Melhor Ator (Adrien Brody) e Melhor Roteiro Adaptado (Ronald Harwood). Foi indicado ainda em quatro categorias, entre as quais as de Melhor Filme e Melhor Fotografia. Muito boa trilha sonora que recorre às peças clássicas dos Noturnos de Chopin. 8,5

2. Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992) – Filme policial escrito e dirigido por Quentin Tarantino. É o primeiro filme da carreira do diretor. Retrata os eventos anteriores e posteriores a um malogrado roubo de diamantes. Estrelado por Harvey Keitel, Steve Buscemi, Tim Roth, Michael Madsen e Chris Penn. Tornou-se um clássico do cinema independente. O diretor faz um pequeno papel no filme, assim como Edward Bunker, escritor de livros policiais. Reservoir Dogs incorpora uma série de temas que se tornaram marcas do trabalho de Tarantino: criminalidade, violência, referências à cultura pop, constante uso de palavrões e narrativa não-linear. “Não é preciso provas quando se tem instintos”. 8,4

3. O Salário do Medo (Le Salaire de la peur, 1953) – Filme franco-italiano dirigido por Henri-Georges Clouzot, com roteiro adaptado em romance de Georges Arnaud. Estrelando Yves Montand, Charles Vanel, Folco Lulli, Peter van Eyck e Véra Clouzot. A história se passa na América do Sul, num contexto de língua hispânica e de extração de petróleo, onde quatro homens são contratados para transportarem um carregamento de nitroglicerina. O contexto de presença de estangeiros traz para o filme, além do Espanhol, os idiomas Francês, Inglês, Alemão, Italiano e Russo. As reações e as relações humanas em situações limites, quando se conjugam o perigo, a tensão, a morte e o medo. Trilha sonora de Georges Auric. 8,3

4. Uma Aventura na África (The African Queen, 1951) – Filme anglo-americano dirigido por John Huston, com argumento baseado no romance de C. S. Forester. Estrelando Katharine Hepburn e Humphrey Bogart. Em 1914, no inicio da Primeira Guerra Mundial, que tem seu impacto na África colonial, um aventureiro canadense e uma missionária inglesa descem o rio Congo em um pequeno barco. Embora a formação e temperamentos opostos, eles se apaixonam. Em 1952 o filme ganhou o Oscar de Melhor Ator (Humphrey Bogart), tendo sido indicado ainda como Melhor Diretor, Melhor Atriz (Katharine Hepburn) e Melhor Roteiro. Trilha sonora de Allan Gray. “Não estou arrependido de ter vindo… Valeu a pena”. 8,0

5. Mephisto (Mephisto, 1981) – Adaptação do romance homônimo de Klaus Mann, dirigida por István Szabó e estrelada por Klaus Maria Brandauer. Co-produção entre empresas da Hungria, Alemanha Ocidental e Áustria. A trajetória de um ator alemão que, tendo iniciado carreira em Hamburgo, segue para Berlim, onde se torna o ator mais importante da Alemanha. Talentoso, porém ambicioso, camaleônico e oportunista, torna-se o diretor do teatro prussiano à época da emergência do regime nazista. Adapta o Fausto, em seu pacto com o demônio Mefistófeles. Em 1982 ganhou o Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro pela Hungria. “Este deve ser o segredo do ator. Demonstrar força quando se é fraco”. 7,8

6. Bravura Indômita (True Grit, 2010) – Bom western dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen. Steven Spielberg é um dos produtores. Segunda adaptação do romance homônimo de Charles Portis, de 1968. Estrelando Hailee Steinfeld, Jeff Bridges, Matt Damon, Josh Brolin e Barry Pepper. Uma menina de quatorze anos contrata um homem para rastrear e capturar o assassino de seu pai. Em 2011 o filme foi indicado ao Oscar em 10 (dez) categorias, entre as quais Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator (Jeff Bridges) e Melhor Atriz Coadjuvante (Hailee Steinfeld). Na trilha sonora, melodias instrumentais de hinos do repertório religioso da época. “Fogem os perversos, sem que ninguém os persiga”. 7,8

7. Kolya (Kolja, 1996) – Bom filme tcheco dirigido por Jan Svěrák. Estrelando Zdenek Sverák, Andrei Chalimon e Libuse Safránková. Em 1988, em Praga, durante a ocupação soviética e a subsequente resistência tcheca, um músico de funerais, que faz manutenção em lápides, solteirão convicto, precisando de dinheiro, aceita casar-se com uma mulher russa, mais nova que ele, e que já tem um filho de cinco anos. Acaba tendo que assumir sozinho o menino, e tem sua vida transformada. Em diversos momentos a câmera capta com sensibilidade o olhar do menino. Boa trilha sonora e alguns momentos de boa fotografia de Praga. Em 1997 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. 7,7

8. A História Oficial (La historia oficial, 1985) – Filme argentino, do gênero drama, dirigido e escrito por Luis Puenzo. Estrelando Norma Aleandro, Héctor Alterio, Chunchuna Villafañe, Hugo Arana e Guillermo Battaglia. Em Buenos Aires, uma professora de História, inserida num contidiano burguês de classe média, descobre que a criança que adotou pode ser filha de vítimas políticas da ditadura militar. No movimento das Mães da Praça de Maio ela encontra aquela que seria a avó biológica de sua filha. Em 1986 o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e foi indicado como Melhor Roteiro Original. “É sempre mais fácil crer que não é possível. Porque se fosse possível, precisaria de muita cumplicidade.” 7,7

9. Inverno da Alma (Winter’s Bone, 2010) – Drama baseado na obra homônima de Daniel Woodrell, de 2006. O filme foi escrito e dirigido por Debra Granik e protagonizado por Jennifer Lawrence, estrelando ainda John Hawkes e Garret Dillahunt. Um garota de dezessete, com uma mãe doente e dois irmãos menores, vai em busca de seu pai desaparecido, para não perder a casa que fora dada por ele como garantia de liberdade condicional. Em 2011 foi indicado ao Oscar em quatro categorias, entre as quais Melhor Filme, Melhor Atriz (Jennifer Lawrence) e Melhor Roteiro Adaptado. 7,3

10. Agonia e Êxtase (The Agony and the Ecstasy, 1965) – Filme dirigido por Carol Reed, com roteiro adaptado de um livro de Irving Stone. Estrelando Charlton Heston, Rex Harrison e Diane Cilento. Retrata o trabalho de Michelangelo para o Papa Júlio II na Capela Sistina, “o trabalho de um artista que não queria pintar”, na mesma época em que Rafael pintava na Biblioteca. A parte inicial consiste de uma apresentação das principais esculturas de Michelangelo. Em 1966 foi indicado ao Oscar em cinco categorias, incluindo Melhor Trilha Sonora (Alex North) e Melhor Fotografia. “O amor tem caminhos estranhos. É a linguagem do sangue. Não é fria nem indiferente. Ou é agonia, ou êxtase, às vezes, os dois de uma vez”. 6,9

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 56, 55, 54, 53, 52… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. No canal Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

02/01/2012 at 11:52

Publicado em Assistidos Recentemente

Tagged with

Dez Filmes (56)

Publicamos uma lista de dez filmes a que temos assistido — em alguns casos, mais de uma vez. Procuramos incluir vários gêneros, épocas e avaliações.

M, Eine Stadt sucht einen Mörder, 1931, movie

Peter Lorre em “M., O Vampiro de Dusseldorf” (M, Eine Stadt sucht einen Mörder, 1931)

1. M., O Vampiro de Dusseldorf (M, Eine Stadt sucht einen Mörder, 1931) – Extraordinário filme alemão, do gênero suspense, dirigido por Fritz Lang. Estrelando Peter Lorre, Ellen Widmann e Inge Landgut. Considerado um clássico do cinema expressionista alemão, assume quase uma atemporalidade, à medida em que explicita com bastante precisão muitos dos papéis da sociedade burguesa. Referente à responsabilidade e imputabilidade criminal, quando um homem não é responsável por seus atos? O protagonista assovia constantemente a Le Halle du Roi de la Montagne em Peer Gynt Suite No.1, Op.46 (1876), de Edvard Grieg. “Alguém precisa tomar melhor conta de nossas crianças”. 8,6

2. Fogo de Outono (Dodsworth, 1936) – Conhecido drama dirigido por William Wyler, com roteiro adaptado em um romance homônimo de 1929, por Sinclair Lewis. Estrelando Walter Huston, Ruth Chatterton, Paul Lukas e Mary Astor. Trilha sonora de Alfred Newman, que recorreu a algumas composições conhecidas, inclusive valsas. Enfoca a crise de um casal de meia-idade, e salienta também as diferenças entre norte-americanos e europeus. Em 1937 o filme foi indicado ao Oscar em sete categorias, vencendo como Melhor Direção de Artes. Entre as indicações, as de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Walter Huston) e Melhor Roteiro Original. “Os hábitos de um homem ficam muito fortes em vinte anos”. 8,2

3. A Bela e a Fera (La belle et la bête, 1946) – Filme francês escrito e dirigido por Jean Cocteau. René Clément foi auxiliar de direção e a trilha sonora é de Georges Auric. Estrelando Jean Marais, Josette Day e Marcel André. Trata-se de uma adaptação do conhecido conto homônimo publicado inicialmente em 1740, cuja versão mais conhecida foi um resumo da obra de Madame Villeneuve, publicada em 1756 por Madame Jeanne-Marie LePrince de Beaumont. O clássico conto recebeu versões para espetáculos musicais, proporcionando reflexões sobre a feiúra e a beleza em variadas dimensões. “Ele vem a mim apenas nas horas em que sua crueldade nao é muito assustadora”. 8,1

4. O Galante Mr. Deeds (Mr. Deeds Goes to Town, 1936) – Um dos grandes trabalhos de Frank Capra. Uma inesquecível comédia estrelando Gary Cooper, em boa atuação, e também Jean Arthur e George Bancroft. Um simplório e honesto poeta recebe uma herança milionária, sendo obrigado a deixar sua vida no interior e partir para Nova York, onde lidará com pessoas que desejam aproveitar de sua fortuna e ingenuidade. Em 1937 o filme foi indicado ao Oscar em cinco categorias, vencendo como Melhor Diretor. Entre as demais indicações, as de Melhor Filme, Melhor Ator (Gary Cooper) e Melhor Roteiro. “Não se preocupe. Fortuna traz muita responsabilidade, mas você vai ter ajuda”. 8,0

5. As Noites Brancas (Le notti bianche, 1957) – Excelente filme franco-italiano, também lançado como “Um Rosto na Noite”. Obra-prima de Luchino Visconti, com roteiro baseado no livro Noites Brancas de Fiódor Dostoiévski, publicado em 1848. Estrelando Marcello Mastroianni, Maria Schell (lindíssima) e Jean Marais. Apuradíssimo recurso estético. A boa e eclética trilha sonora de Nino Rota traz desde a ópera O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, passando pelo refrão da cantiga Mulher Rendeira (do filme O Cangaceiro, 1953), até Thirteen Women com Bill Haley and His Comets. “Não dissemos nada, mas para mim foi como se tivéssemos dito tudo, que nos teríamos amado por toda a vida”. 7,9

6. Lugar Nenhum na África (Nirgendwo in Afrika, 2001) – Bonito filme alemão dirigido e produzido por Caroline Link, baseado em romance de Stefanie Zweig. Estrelando Juliane Köhler e Merab Ninidze, contando ainda com Sidede Onyulo e Matthias Habich. Descreve dez anos de trajetória de um casal de judeus alemães e sua filha, entre 1937 e 1947. Por ocasião da emergência do nazismo, a família se estabelece no Quênia britânico, onde, ao estourar a guerra, os alemães tornam-se inimigos. Em 2003 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “Tolerância não quer dizer que todos sejam iguais… O que eu aprendi aqui foi como são valiosas as diferenças.” 7,7

7. Os Brutos Também Amam (Shane, 1953) – Clássico western dirigido e produzido por George Stevens. O roteiro é uma adaptação do romance homônimo de 1949, por Jack Schaefer. Estrelando Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin e Jack Palance. O conflito básico pressupõe um debate jurídico pela posse das terras do Oeste. Trilha sonora de Victor Young. Em 1954 o filme foi indicado ao Oscar em seis categorias, vencendo como Melhor Fotografia. Entre as demais indicações, as de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro. “Um homem casado tem de aprender a esperar as mulheres… Escolha uma mulher pela qual vale a pena esperar”.  7,7

8. Em um Mundo Melhor (Hævnen, 2010) – Filme dinamarquês, contando também com empresas suecas, dirigido por Susanne Brier. Estrelando Mikael Persbrandt, Ulrich Thomsen, Trine Dyrholm, Markus Rygaard e William Jøhnk Nielsen. A história se passa numa pequena cidade da Dinamarca e num campo de refugiados na África. A produção evoca algumas tensões e questões éticas bem contemporâneas. Momentos de boa fotografia. Em 2011 o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “Há um véu entre você a morte… Mas depois o véu reaparece, e você continua vivendo. Então as coisas ficarão bem de novo”. 7,7

9. Samurai (I) (Miyamoto Musashi I, 1954) – Filme japonês dirigido por Hiroshi Inagaki, e o primeiro da conhecida trilogia Samurai. Adaptação do romance Musashi, de Eiji Yoshikawa, vagamente baseado na vida do famoso Miyamoto Musashi (c. 1584-1645). Estrelando Toshirō Mifune, Rentarô Mikuni, Kuroemon Onoe, Kaoru Yachigusa e Mariko Okada. No início do século XVII, após uma batalha pela supremacia do Japão feudal, dá-se a trajetória de amadurecimento de um samurai, inclusive a grande decisão envolvendo a mulher que amou. Em 1956 ganhou o Oscar Honorário de Melhor Filme Estrangeiro. “A vida é uma autêntica batalha. E não há como voltar atrás”. 7,6

10. São Vicente de Paulo; O Capelão das Galeras (Monsieur Vincent, 1947) – Filme francês dirigido por Maurice Cloche. Protagonizado por Pierre Fresnay, em bom desempenho, contando ainda com Aimé Clariond e Jean Debucourt. A história de São Vicente de Paulo (1581-1660), um dos protagonistas da Reforma Católica na França do século XVII. O filme cobre o período entre 1617 e 1660. A França da opulência era também a França da peste, da fome e da miséria, e Paris era um exemplo disso. Em 1949 ganhou o Oscar Honorário de Melhor Filme Estrangeiro. “Antes de pensar em salvar a alma deles, deve-se dar aos miseráveis uma vida pela qual fiquem sabendo que estão vivos”. 6,9

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 55, 54, 53, 52, 51… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. No canal Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

19/12/2011 at 14:15

Publicado em Assistidos Recentemente

Tagged with

Dez Filmes (55)

Publico mais uma lista de dez (10) filmes a que tenho assistido — em alguns casos, mais de uma vez. Assim como nas listas anteriores, procurei incluir vários gêneros, épocas e avaliações. Os links remetem para um site especializado em cinema.

Ran, 1985

Tatsuya Nakadai (“Hidetora Ichimonji”) em Ran (1985), de Akira Kurosawa 

1. Ran (Ran, 1985) – Muito bom filme franco-japonês, do gênero drama de guerra, dirigido por Akira Kurosawa, com roteiro baseado na peça King Lear de William Shakespeare. Estrelando Tatsuya Nakadai, em boa atuação, além de Akira Terao e Jinpachi Nezu. No Japão do século XVI, um senhor feudal, patriarca de um importante clã, aos setenta anos, decide dividir o reino entre os três filhos. Apurados recursos estéticos resultam em momentos de grande beleza. Em 1986 foi indicado ao Oscar em quatro categorias, vencendo como Melhor Figurino. Entre as indicações, as de Melhor Diretor e Melhor Fotografia. “Não chore! Assim é a vida! Os homens buscam o sofrimento e a infelicidade”. nota 8,3

2. Interlúdio (Notorius, 1946) – Muito bom filme de suspense dirigido por Alfred Hitchcock. O roteiro é baseado em The Song of the Dragon, história de John Taintor Foote. Estrelando Cary Grant, Ingrid Bergman e Claude Rains. A história tem início na Flórida, em abril de 1946. Um agente do governo estadunidense chantageia a filha de um nazista, para forçá-la a espionar um agente alemão que mora no Rio de Janeiro. Como a maior parte da história é ambientada no Rio de Janeiro, o filme tem boas imagens da cidade à época. Em 1947 o filme foi indicado ao Oscar em duas categorias: Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante (Claude Rains). nota 8,2

3. Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007) – Drama dirigido por Paul Thomas Anderson, e com roteiro baseado no livro Petróleo! (1927), do escritor Upton Sinclair. Estrelando Daniel Day-Lewis, em muito boa atuação, além de Paul Dano, Ciarán Hinds e Dillon Freasier. Um minerador de prata torna-se o dono de uma grande companhia de extração de petróleo. A história tem destaques em 1898, 1902, 1911, quando transcorre a maior parte da história, e finalmente em 1927. Em 2008 o filme foi indicado ao Oscar em 8 (oito) categorias, vencendo como Melhor Ator (Daniel Day-Lewis) e Melhor Fotografia. Entre as indicações, as de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. nota 8,2

4. Caráter (Karakter, 1997) – Filme holandês, em consórcio que também conta com empresas belgas, dirigido por Mike Van Diem. O roteiro é baseado no romance best-seller de Ferdinand Bordewijk. Estrelando Jan Decleir, Fedja van Huêt, Betty Schuurman, Tamar van den Dop e Victor Löw. A história é ambientada na Holanda, na década de 1920, e recorre a flashbacks. Amor não correspondido e ambição cega estão entre os temas, assim como a dificuldade de alguns caracteres em expressar emoções e as repercussões deste fato. Em 1998 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “Quem não aceita um presente também não pode dar”. nota 7,8

5. Meu Tio (Mon Oncle, 1958) – Filme ítalo-francês, do gênero comédia, dirigido pelo cineasta Jacques Tati. Estrelando Jacques Tati, Jean-Pierre Zola, Adrienne Servantie e Lucien Frégis. Parece desenho animado. Um mundo adulto de regras e aparências, fútil, superficial, artificial e inautêntico, é contrastado com o mundo infantil. Caricatura da família burguesa, urbana, com sua parafernália tecnológica. Uma sátira à mecanização e modernidade tecnológica. Em 1959 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “Ele não parece ser bom para esta fábrica”. nota 7,8

6. Infâmia (The Children’s Hour, 1961) – Filme dirigido por William Wyler, baseado em peça teatral homônima de Lillian Hellman, que roteirizou sua obra para o cinema. Estrelando Audrey Hepburn, Shirley MacLaine e James Garner. A abordagem realista resultou em drama denso e corajoso, especialmente quando se leva em consideração a época em que foi produzido. Desmistifica alguns conceitos romanticamente ingênuos, bastante comuns e generalizados. Trilha sonora de Alex North. Em 1962 foi indicado ao Oscar em cinco categorias, entre as quais Melhor Atriz Coadjuvante (Fay Bainter) e Melhor Fotografia. “O mau muito jovem. O mau muito velho”. nota 7,7

7. Henrique V (The Chronicle History of King Henry the Fift with, 1944) – Filme dirigido e protagonizado por Laurence Olivier. Estrelando ainda Renée Asherson, Robert Newton e Leslie Banks. Trata-se de uma boa adaptação para o cinema da peça homônima de William Shakespeare. Em 1947 o filme foi indicado ao Oscar em cinco categorias, tendo Laurence Olivier recebido o prêmio honorário pelo trabalho como diretor e ator. Entre as indicações: Melhor Filme, Melhor Ator (Laurence Olivier) e Melhor Trilha Sonora (William Walton). “E, exceto pelo aparato, esse miserável, que passa os dias labutando e as noites dormindo, consegue levar vantagem sobre um rei”. nota 7,4

8. O Portal do Inferno (Jigokumon 1953) – Filme japonês dirigido por Teinosuke Kinugasa. Uma história bem construída, nos gêneros drama e história. Estrelando Machiko Kyô, Kazuo Hasegawa e Isao Yamagata. Alguns bons movimentos e enquadramentos de câmera. Após a Guerra de Heiji, em 1159, um samurai, que distinguiu-se e mereceu uma recompensa pela forma como atuou, pede ao imperador que lhe conceda a esposa de um outro samurai. Em 1956 ganhou o Oscar Honorário de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Figurino. “Como eu pude acreditar que poderia conquistar seu coração à força?”. nota 7,2

9. O Velho e o Mar (The Old Man and the Sea, 1958) – Filme dirigido por John Sturges, com roteiro baseado no clássico romance homônimo de Ernest Hemingway. Estrelando Spencer Tracy (que além de ser o protagonista é também o narrador), e contando com a participação de Felipe Pazos Jr.. O velho pescador cubano que só tem como amigo um garoto. “Tudo nele era velho, com exceção dos olhos. E eles eram da cor do mar, alegres e incansáveis”. Em 1959 o filme ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora (Dimitri Tiomkin) e foi indicado como Melhor Ator (Spencer Tracy) e Melhor Fotografia. “A sorte vem de várias formas. Quem consegue reconhecê-la?” nota 6,9

10. Três Dias de Amor (Au-delà des grilles / Le mura di Malapaga, 1949) – Filme franco-italiano dirigido por René Clément. A trilha sonora foi assinada por Roman Vlad e direção de fotografia por Louis Page. Estrelado por Jean Gabin e Isa Miranda. Um homem francês, foragido da polícia, aporta em Gênova, Itália, onde conhece uma mulher e sua filha adolescente. Em 1951 ganhou o Oscar Honorário de Melhor Filme Estrangeiro. “Como eu poderia julgá-lo? Eu não posso. Ti voglio bene!”. nota 6,8

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 54, 53, 52, 51, 50… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. No canal Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

12/12/2011 at 8:45

Publicado em Assistidos Recentemente

Tagged with

Dez Filmes (54)

Publico mais uma lista de dez (10) filmes a que tenho assistido — em alguns poucos casos, mais de uma vez. Assim como nas listas anteriores, procurei incluir vários gêneros, épocas e avaliações. Os links remetem para um site especializado em cinema.

Seven, 1995, movie

Morgan Freeman e Brad Pitt em “Seven; Os Sete Crimes Capitais” (Seven or Se7en, 1995)

1. Seven; Os Sete Crimes Capitais (Seven or Se7en, 1995) – Genial filme do gênero policial estrelado por Brad Pitt e Morgan Freeman. Seven foi um trabalho importantíssimo na filmografia de David Fincher. Dois policiais são encarregados de uma perigosa e intrigante investigação, que trata de um serial killer que baseia os seus assassinatos nos sete pecados capitais. Considerado como um dos assassinos mais perigosos do cinema, o vilão não é visto cometendo nenhum assassinato no longa. O filme alcançou grande notoriedade. Na edição do Oscar de 1996 foi indicado na categoria de Melhor Edição. nota 8,7

2. Metrópolis (Metropolis, 1927) – Filme alemão de ficção científica dirigido pelo cineasta austríaco Fritz Lang. O roteiro, baseado em romance de Thea von Harbou, foi escrito por ela, em parceria com Lang. Estrelando Alfred Abel, Gustav Fröhlich, Brigitte Helm e Rudolf Klein-Rogge. O enredo é ambientado no século XXI, numa grande cidade governada autocraticamente por um poderoso empresário. A composição da torre de Metropolis foi inspirada na obra "Torre de Babel" do pintor flamengo Pieter Brueghel, do século XVI. “O mediador entre o cérebro e as mãos deve ser o coração”. nota 8,4

3. Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath, 1940) – Drama tocante dirigido por John Ford, com roteiro baseado no livro As Vinhas da Ira de John Steinbeck. Estrelando Henry Fonda, John Carradine, Jane Darwell e Charley Grapewin. Trilha sonora assinada por Alfred Newman. Uma família de pequenos agricultores que, expulsos de suas terras no Oklahoma durante a depressão, atravessam o país em busca de melhor sorte na Califórnia. Em 1941 o filme ganhou o Oscar de Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante (Jane Darwell); foi indicado ainda em cinco outras categorias, entre as quais Melhor Filme, Melhor Ator (Henry Fonda) e Melhor Roteiro. “Não são humanos (…). Nenhum ser humano aguentaria tanta miséria”. nota 8,3

4. Amarcord (Amarcord, 1973) – Produção franco-italiana, do gênero comédia, com direção de Federico Fellini. O título Amarcord é uma referência à tradução fonética da expressão io me ricordo (eu me lembro), usada na região onde o diretor nasceu. Genial e divertido, com algumas cenas hilárias mesmo, retratando com intensidade o cotidiano, inclusive alguma caricatura irônica do início do regime facista. Estrelando Pupella Maggio, Armando Brancia, Magali Noël e Bruno Zanin. Tilha sonora de Nino Rota. Em 1975 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e no ano seguinte foi indicado nas categorias Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original. “Um dia está normal, outro não, como todo mundo”. nota 7,9

5. Almas Perversas (Scarlet Street, 1945) – Muito bom filme noir dirigido por Fritz Lang. Roteiro adaptado no romance e peça "La Chienne", de Georges de La Fouchardière e André Mouézy-Éon. Estrelando Edward G. Robinson, Joan Bennett, Dan Duryea, Margaret Lindsay e Jess Barker. Um homem casado se apaixona por uma prostituta e começa a planejar a morte da esposa para ficar com ela. O que ele não sabe é que a amante tem um romance com um malandro. “Acredito que a arte é assim. Cada quadro que vale a pena é como uma história de amor”. nota 7,9

6. Moscou Não Acredita em Lágrimas (Moskva slezam ne verit, 1980) – Bom filme soviético, do gênero drama, dirigido por Vladimir Menshov. Estrelando Vera Alentova, Irina Muravyova, Aleksey Batalov e Raisa Ryazanova. A história é ambientada em Moscou, tem início em 1958, e acompanha a trajetória de uma mulher ao longo dos anos, e também duas de suas amigas. Na trilha sonora, Sergei Nikitin utiliza a canção Bésame Mucho. “Todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros”. Em 1981 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “Prefiro fazer aquilo que gosto e não aquilo que seja moda, prestigioso ou oportuno”. nota 7,9

7. Investigação sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita (Indagine su un cittadino al di sopra di ogni sospetto, 1970) – Filme italiano dirigido por Elio Petri, estrelando Gian Maria Volonté, Florinda Bolkan e Gianni Santuccio. Como se configura a relação entre autoridade e “insuspeitabilidade”? Trilha sonora de Ennio Morricone. Em 1971 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e no ano seguinte foi indicado na categoria de Melhor Roteiro Original. “O Estado fornece todos os meios necessários para conhecer uma pessoa”. “Eu confesso a minha inocência”. nota 7,9

8. A Carta (The Letter, 1940) – Nos gêneros drama e suspense, trata-se de um bom noir conduzido por William Wyler. O roteiro é baseado em uma peça homônima de W. Somerset Maugham, autor dos clássicos Servidão Humana, O Fio da Navalha e O Véu Pintado. Já recebera uma versão para o cinema em 1929. Protagonizado por Bette Davis, estrelando ainda Herbert Marshall e James Stephenson.  Trilha sonora de Max Steiner. Em 1941 o filme foi indicado ao Oscar em sete categorias, entre as quais Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Bette Davis) e Melhor Trilha Sonora. “É estranho um homem viver com uma mulher durante dez anos e não saber nada sobre ela”. nota 7,8

9. Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky, 1966) – Divertido e criativo filme tcheco dirigido por Jirí Menzel. Estrelando Václav Neckár, Josef Somr e Vlastimil Brodský. Comédia sobre a iniciação sexual de um jovem expedidor ferroviário envolvido com o movimento de resistência tcheco, durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial. Joga com as palavras e ideias, de uma forma inteligente e irônica. Em 1968 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “Por quê? Porque é assim que o Führer quer!” nota 7,8

10. A Conquista do Oeste (How the West Was Won, 1962) – Filme épico, com trabalho de direção dividido entre John Ford, Henry Hathaway, George Marshall e Richard Thorpe. Narração de Spencer Tracy. Grande elenco reunido: Carroll Baker, Lee J. Cobb, Henry Fonda, Carolyn Jones, Karl Malden, Gregory Peck, Debbie Reynolds, James Stewart, Eli Wallach e John Wayne. Cinquenta anos da expansão americana rumo ao Oeste, entre 1830 e 1880, ilustrados por meio da saga de uma família. Em 1964 o filme foi indicado ao Oscar em 8 (oito) categorias, vencendo em três, incluindo Melhor Roteiro Original. Entre as indicações, as de Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora pelo bom trabalho de Alfred Newman. nota 7,0

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 53, 52, 51, 50, 49… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. Em meu espaço pessoal no Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

02/12/2011 at 11:58

Publicado em Assistidos Recentemente

Tagged with

Dez Filmes (53)

Publico mais uma lista de dez (10) filmes a que tenho assistido — em alguns poucos casos, mais de uma vez. Assim como nas listas anteriores, procurei incluir vários gêneros, épocas e avaliações. Os links remetem para um site especializado em cinema.

Das Boot, 1981

Grupo de Oficiais em “O Barco; Inferno no Mar” (Das Boot, 1981). Jürgen Prochnow à direita.

1. O Barco; Inferno no Mar (Das Boot, 1981) – Filme alemão, dirigido por Wolfgang Petersen. Muito bem produzido, trata-se de uma adaptação do livro homônimo de Lothar-Günther Buchheim. Estrelando Jürgen Prochnow, Herbert Grönemeyer e Klaus Wennemann. A história de um submarino alemão da Segunda Guerra Mundial.  Meticulosa atenção aos detalhes, contexto masculino e forte mensagem antibelicista. O realismo produz uma tensão crescententemente opressora, que traz consigo uma sensação claustrofóbica. Em 1983 o filme foi indicado ao Oscar em seis categorias, entre as quais Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia. “Você precisa de bons homens. Bons homens são tudo”. nota 8,5

2. Drive (Drive, 2011) – Filme dirigido por Nicolas Winding Refn, com roteiro adaptado do romance homônimo por James Sallis, publicado em 2005. Estrelando Ryan Gosling, Carey Mulligan, Albert Brooks e Bryan Cranston. Roteiro sem grandes diferenciais e de diálogos rasos, que recorre a momentos de requintes de violência e bastante sangue. O herói: um tipo reservado, lacônico, sombrio mesmo, e que traz um vazio emblemático. Motorista habilidoso, trabalha como mecânico e dublê em filmes de Hollywood, e à noite presta serviços criminosos. Boa cadência musical, bom enquadramento de câmera e boa fotografia. Há indicações de que concorrerá a algum prêmio na próxima edição do Oscar.nota 8,3

3. Fale com Ela (Hable con ella, 2002) – Drama genuinamente espanhol, inclusive envolvendo touradas, dirigido por Pedro Almodóvar. Estrelando Rosario Flores, Javier Cámara, Darío Grandinetti, Leonor Watling e Geraldine Chaplin. Em 2003 o filme ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original e foi indicado na categoria Melhor Diretor. Na trilha sonora, destaque para a participação de Caetano Veloso, ao vivo, com Cucurrucucú Paloma e de Elis Regina com Por toda a minha vida (Tom Jobim/Vinícius de Moraes). “Tem de prestar atenção nelas, falar com elas… Lembrar que existem, que vivem e que são importantes para nós”. nota 8,0

4. Vítimas da Tormenta (Sciuscià – Ragazzi, 1946) – Filme dirigido por Vittorio de Sica, considerado uma obra-prima do neorrealismo italiano. Em Roma, no difícil período pós-guerra, dois meninos engraxates trabalham para sobreviver e sustentar a família, e mesmo assim não deixam de sonhar. São também vítimas de confusões e de imensos sofrimentos, inclusive o pesadelo da reclusão em um “reformatório”, e acabam deixando sua infância para trás. Em 1948 o filme ganhou o Oscar Honorário de Melhor Filme Estrangeiro, e foi indicado na categoria Melhor Roteiro Original. nota 8,0

5. O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, 2000) – Filme taiuanês, em consórcio que envolve também China, Hong Kong e Estados Unidos. Dirigido por Ang Lee, com roteiro baseado em livro de Du Lu Wang. Filme de artes marciais, com fotografia que permite uma viagem muito agradável. Em 2001 foi indicado ao Oscar em 10 (dez) categorias, vencendo em quatro delas: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora Original (Tan Dun). Entre as demais indicações, as de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original com A Love Before Time. “Quando se trata de sentimentos, até grandes heróis podem ser idiotas”. nota 8,0

6. Através de um Espelho (Såsom i en spegel, 1961) – Filme sueco, do gênero drama, escrito e dirigido por Ingmar Bergman. Apenas quatro personagens, de uma mesma família, que vivem em uma ilha. O quarteto de pessoas cultas busca o sentido da existência humana, e uma delas, a única mulher no drama, sofre com um transtorno psíquico. Em 1962 o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e em 1983 foi indicado como Melhor Roteiro Original. No score musical, a Cello Suite No. 2 in D Minor (BWV1008) de  J. S. Bach. “Só posso dar a você uma ideia da minha própria esperança. É saber que o amor existe de verdade no mundo humano”. nota 8,0

7. Terra de Ninguém (No Man’s Land, 2001) – Escrito e dirigido por Danis Tanović, o filme conta no elenco com Branko Djuric, Rene Bitorajac, Georges Siatidis e Katrin Cartlidge. Durante a Guerra da Bósnia, no front do conflito entre sérvios e bósnios, numa trincheira entre as duas linhas de frente (“terra de ninguém”), dois soldados representam as visões e argumentos de ambos os lados. Entremeando o conflito, a Força de Proteção da ONU e a imprensa. Ao final, a verdade das mentiras e sacrifícios. Recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2002, representando a Bósnia e Herzegovina. “Ninguém é neutro diante da morte”. nota 8,0

8. Os Miseráveis (Les misérables, 1935) – Filme dirigido por Richard Boleslawski, é a segunda adaptação para o cinema da fantástica obra homônima de Victor Hugo. Estrelando Fredric March, Charles Laughton, Rochelle Hudson e Marilyn Knowlden. Um drama piscologiamente denso, com dois personagens fortes, instigantes e emblemáticos. Alguns dilemas éticos provocantes, como a relação entre lei e justiça. Na edição do Oscar de 1936 o filme foi indicado em quatro categorias, entre as quais Melhor Filme e Melhor Fotografia. “Eu cumpri minha pena. Agora, ao que parece, o meu castigo está começando”. nota 7,7

9. Gosto de Cereja (Ta’m e guilass, 1997) – Filme iraniano dirigido por Abbas Kiarostami. Estrelando Homayon Ershadi, Abdolrahman Bagheri, Afshin Khorshid Bakhtiari e Safar Ali Moradi. O foco do filme é o suicídio. Aos cinquenta anos, um homem planeja um suicídio e procura alguém para ajudá-lo, mas todos se recusam por algum motivo. É um trabalho fácil, pois basta uma pá e um pouco de terra sobre ele; além disso, será um trabalho bem pago. Finalmente, ele encontra um velho taxidermista turco que concorda em ajudá-lo. “Você quer abster-se do gosto das cerejas?” nota 7,5

10. Um Dia, Um Gato (Az prijde kocour, 1963) – Filme tcheco dirigido por Vojtech Jasný, estrelando Jan Werich, Emília Vásáryová, Vlastimil Brodský, Jirí Sovák, Vladimír Mensík e Jirina Bohdalová. Beleza poética e fantasia, numa alegoria criativa, envolvente e divertida. O texto imaginativo salienta a verdade do infantil em constraste com a inautenticidade prevalecente do mundo adulto. Como você reagiria caso sua natureza mais essencial se tornasse plenamente evidente, pública e indisfarçável? A sua verdade exposta em cor vívida e definida? Boa trilha sonora de Svatopluk Havelka, com alguns momentos coreográficos. “Sempre temos pressa quando estamos envergonhados”. nota 7,2

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 52, 51, 50, 49, 48… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. Em meu espaço pessoal no Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

09/11/2011 at 17:46

Publicado em Assistidos Recentemente

Tagged with

Dez Filmes (52)

Publico mais uma lista de dez (10) filmes a que tenho assistido — em alguns poucos casos, mais de uma vez. Assim como nas listas anteriores, procurei incluir vários gêneros, épocas e avaliações. Os links remetem para um site especializado em cinema.

“A Separação” (Jodaeiye Nader az Simin, 2011)

Leila Hatami e Peyman Moaadi em “A Separação” (Jodaeiye Nader az Simin, 2011)

1. A Separação (Jodaeiye Nader az Simin, 2011) – Filme iraniano escrito e dirigido por Asghar Farhadi e estrelado por Peyman Moaadi, Leila Hatami, Sareh Bayat, Shahab Hosseini e Sarina Farhadi. Um drama realista, denso, que evoca percepções, sentimentos e atitudes humanas frequentes em situações adversas. Valores, convicções, interesses, deveres e direitos, verdade e mentira, manifestos na complexa rede dos relacionamentos em meio às pressões e embates do dia a dia. O filme foi bem premiado na última edição do Festival de Berlim; é também a indicação oficial iraniana ao próximo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. nota 8,6

2. O Homem Elefante (The Elephant Man, 1980) – Filme britânico dirigido por David Lynch. Estrelando Anthony Hopkins, John Hurt, Anne Bancroft e John Gielgud. Premiado longa-metragem que relata a história de um jovem inglês, portador de uma doença que provocou terríveis deformidades na maior parte do seu corpo. O filme é uma obra-prima de David Lynch. Boa trilha sonora de John Norris. Em 1981 foi indicado ao Oscar em 8 (oito) categorias, entre as quais: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (John Hurt), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. “Eu não sou um elefante. Eu sou um homem.” nota 8,3

3. Rocco e seus Irmãos (Rocco i suoi fratelli, 1960) – O filme, dirigido por Luchino Visconti, pertence à chamada estética neorrealista. Possui trilha sonora de Nino Rota e roteiro baseado em episódio do romance Il ponte della Ghisolfa. Estrelando Alain Delon, Renato Salvatori, Annie Girardot e Katina Paxinou. Um drama italiano com tudo o que tem direito. Uma viúva e cinco filhos rapazes mudam-se da sulista e interiorana Basilicata para Milão. O roteiro consiste em apresentar os rapazes, do mais velho ao mais novo, sendo Rocco o terceiro dentre eles. nota 8,3

4. A Estrada da Vida (La strada, 1954) – Filme italiano dirigido por Federico Fellini, é considerado uma das grandes obras-primas deste diretor. Em cena, muito boa parceria de Anthony Quinn e Giulietta Masina, contando ainda o elenco com Richard Basehart. A importância de se encontrar um sentido para viver, de reconhecer o seu lugar e valor, e de identificar em tempo as pessoas realmente decisivas em sua vida. Trilha sonora de Nino Rota. Em 1957 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e foi indicado como Melhor Roteiro Original. “Ele parece um cachorro. E ao que parece, um cachorro que está tentando falar, mas só pode latir”. nota 8,2

5. A Partida (Okuribito, 2008) – Filme japonês dirigido por Yojiro Takita. Estrelando Masahiro Motoki, Ryôko Hirosue e Tsutomu Yamazaki. Bastante humano, tocante, e com alguns momentos bem humorados e divertidos. Bom foco no sentido fundamental de vida e morte, e sobre o peso das expectativas e das memórias. Momentos de boa fotografia e boa trilha sonora, com excelentes peças ao piano e violoncelo. Ao início do filme, execução, com orquestra e coral, do conhecido movimento da Nona Sinfonia de Beethoven. Em 2009 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “É triste subir a corrente para então morrer”. nota 8,1

6. Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon, 1975) – Drama policial dirigido por Sidney Lumet, baseado em episódio ocorrido no Brooklin, Nova York, em 22 de agosto de 1972. Estrelando Al Pacino, John Cazale, Chris Sarandon, Charles Durning e James Broderick. Muito boa, convincente, a atuação de Al Pacino. O filme marcou a estreia do ator Chris Sarandon no cinema. Na edição do Oscar de 1976 o filme foi indicado em seis categorias, vencendo como Melhor Roteiro Original. Entre as indicações: Melhor filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Al Pacino). nota 8,1

7. Z (Z, 1969) – Filme franco-argelino dirigido por Costa-Gavras e baseado no romance homônimo de Vassilis Vassilikos. Estrelando Yves Montand, Irene Papas e Jean-Louis Trintignant. Suspense político que retrata episódios ocorridos em 1963 na Grécia. “Qualquer semelhança com fatos ou pessoas vivas ou mortas não é casual mas intencional”. Em 1970 foi indicado ao Oscar em cinco categorias, vencendo como Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Edição; as demais indicações foram Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adapatado. “Vivemos em uma sociedade em que a imaginação é suspeita. E precisamos dela para resolver os nossos problemas”. nota 8,1

8. Jogos Proibidos (Jeux Interdits, 1952) – Filme francês, do gênero drama de guerra, dirigido por René Clément. Estrelando Georges Poujouly, Brigitte Fossey e Amédée. A história tem início em junho de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, com os bombardeios alemães às caravanas que deixavam Paris. Numa guerra, as primeiras vítimas são a verdade e as crianças. O filme tornou amplamente conhecido o tema dedilhado por Narciso Yepes. Em 1953 ganhou o prêmio Oscar honorário de Melhor Filme Estrangeiro, e em 1955 foi indicado ao Oscar como Melhor Roteiro. “Elevou a uma singular pureza lírica a inocência da infância acima da desolação da guerra”. nota 8,0

9. Eterno Amor (Un long dimanche de fiançailles, 2004) – Filme francês, nos gêneros drama e guerra, dirigido por Jean-Pierre Jeunet, baseado no livro homônimo de Sébastien Japrisot. Um bom elenco, no qual se incluem Audrey Tautou, Gaspard Ulliel e Marion Cotillard; entre os coadjuvantes, Julie Depardieu, Jodie Foster e André Dussollier. Com uma cadência genuinamente francesa de sentimentos e linguagem, a história tem início na Primeira Guerra Mundial, e estendendo-se de 1917 a 1920. Os horrores da guerra são retratados em flashbacks com bastante realismo. Em 2005 o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia. nota 7,8

10. Minhas Tardes com Margueritte (La tête en friche, 2010) – Filme francês, de boa sensibilidade, dirigido por Jean Becker. Estrelando Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Sophie Guillemin e Maurane. Um enfoque interessantíssimo e tocante sobre a influência da leitura… e de uma boa amizade. Imagine o encontro de duas forças e de duas personalidades muito diferentes. No filme há a citação de alguns trechos de livros conhecidos, tais como “A Peste” de Albert Camus. “Sempre se retorna ao túmulo da mãe para uivar como um cão abandonado”. nota 7,0

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 51, 50, 49, 48, 47… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. Em meu espaço pessoal no Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

01/11/2011 at 21:36

Publicado em Assistidos Recentemente

Tagged with

Dez Filmes (51) – Cinema Brasileiro (V)

Publico aqui mais uma lista de dez (10) filmes a que tenho assistido — em alguns casos, mais de uma vez. Esta é a quinta lista em que constam apenas filmes brasileiros. Os links remetem para um site especializado em cinema.

Memórias do Cárcere, 1984

Carlos Vereza interpreta Graciliano Ramos em “Memórias do Cárcere” (1984)

1. Memórias do Cárcere (1984) – Bom filme, baseado nas memórias de Graciliano Ramos em livro homônimo, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, também responsável pela adaptação e roteiro. Estrelando Carlos Vereza, Glória Pires, Nildo Parente, José Dumont e Jofre Maia. Boa e marcante interpretação de Carlos Vereza. O filme conta a fase em que Graciliano Ramos esteve preso sob ordens da polícia do Estado Novo no Brasil, inclusive o período recluso na colônia penal da Ilha Grande. “Em qualquer parte o senhor está em casa. Nada lhe acontecerá ruim. Uma pessoa inteligente nunca se aperta.” nota 7,8

2. Abril Despedaçado (2001) – Em co-produção francesa e Suíça, é um bom filme dirigido por Walter Salles, baseado no romance Prilli i Thyer de Ismail Kadare. Estrelando Rodrigo Santoro, José Dumont, Rita Assemany e Luiz Carlos Vasconcelos; o filme já traz também Ravi Ramos Lacerda e Wagner Moura. Um roteiro denso, retratando as guerras entre famílias no nordeste brasileiro. Em meio a um contexto duro e áspero de ódio, vingança e morte, ainda brota a beleza. José Dumont em mais uma boa interpretação. Em 2002 foi indicado ao Globo de Ouro como Melhor Filme Estrangeiro. “Não me aborreço mais com nada. Para quem já nasceu morto, o pior já passou. Tudo o que vem é lucro”. nota 7,6

3. O Homem Que Virou Suco (1981) – Filme dirigido por João Batista de Andrade, restaurado em 2006. Estrelando José Dumont, Aldo Bueno, Rafael de Carvalho, Ruthinéa de Moraes e Denoy de Oliveira. O roteiro retrata a realidade de migrantes nordestinos em São Paulo, em que José Dumont interpreta dois personagens: um poeta popular recém-chegado do Nordeste e um operário de uma multinacional. Na trilha sonora, conhecidas canções de compositores nordestinos, contando inclusive com participação de Dominguinhos e Vital Farias. “Vá trabalhar, vagabundo, em vez de ficar pensando o dia todo em poesia”. nota 7,6

4. Lavoura Arcaica (2001) – Filme dirigido por Luiz Fernando Carvalho, com roteiro baseado em romance homônimo de Raduan Nassar, publicado em 1975. Estrelando Selton Mello, Raul Cortez, Juliana Carneiro da Cunha, Simone Spoladore e Leonardo Medeiros. Por meio de um entrechoque de cosmovisões, o roteiro aborda temas densos, tais como a atração incestuosa, conflitos edipianos, valores religiosos, códigos de conduta, a lucidez e a loucura, e o sentido de família e de casa. “O tempo é o melhor tesouro de que o homem pode dispor… Só a justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas”. nota 7,5

5. Vida de Menina (2003) – Filme dirigido por Helena Solberg, estrelando Ludmila Dayer, Daniela Escobar, Dalton Vigh e Maria de Sá. Baseado no diário de Helena Morley, a história se passa na cidade mineira de Diamantina, no final do século XIX, época em que a mineiração de diamantes estava em franco declínio. Foram extraídas belíssimas citações do diário de Morley, que, mesmo menina, e com seus “castelos” e sonhos, revelava boas pitadas de senso crítico e percepção realista da vida. Na trilha sonora assinada por Vagner Tiso,  destaque para Lachia qu’lo pianga de Händel. “Meu pai sempre diz que ninguém é bom ou ruim para todos”. nota 7,4

6. Carlota Joaquina; Princesa do Brasil (1995) – Comédia histórica, trata-se do primeiro filme dirigido por Carla Camurati. O roteiro apresenta algumas imprecisões históricas. Estrelando Marieta Severo e Marco Nanini interpretando o casal Carlota Joaquina e D. João VI, e também Ludmila Dayer, que interpretou Carlota Joaquina de Bourbon na infância. O filme recorre a muitas cenas com os idiomas inglês e espanhol. Conta, satiricamente, parte da história da monarquia portuguesa, e a elevação do Brasil, de colônia do império ultramarino português, a reino unido com Portugal. Na trilha sonora, destaque para Fantasia II em Fá Maior de José Maurício Nunes Garcia, com Marcelo Fagerlande ao cravo. nota 7,3

7. Alma Corsária (1993) – Drama dirigido por Carlos Reichenbach, estrelando Bertrand Duarte, Jandir Ferrari, Andrea Richa, Mariana de Moraes e Jorge Fernando. No decorrer do lançamento de um livro, em uma pastelaria no centro de São Paulo,  o filme recua até o final da década de 1950, mostrando o início da amizade entre os dois protagonistas. O roteiro busca inspiração nos poetas Augusto dos Anjos e Cesário Verde. Bons momentos ao retratar o tema da amizade. Na trilha sonora, destaque para Clair de Lune, de Claude Debussy, com Joaquim Paulo do Espírito Santo ao piano. nota 7,2

8. Querido Estranho (2002) – Drama dirigido por Ricardo Pinto e Silva, estrelando Daniel Filho, Suely Franco, Ana Beatriz Nogueira, Cláudia Netto e Emílio de Mello. A história se passa no dia de São Judas Tadeu, “Santo das Causas Impossíveis”, quando um aposentado, pai de três filhos, celebra o aniversário de sessenta e quatro anos. O roteiro retrata os dilemas e frustrações, não muito incomuns, de uma família média e suburbana. A trilha sonora recorre ao  repertório do jazz e a algumas canções de Celso Fonseca, tais como Nós dois somos tudo (“Um sonho de valsa”), interpretada tanto por Cláudia Netto quanto por Suely Franco. “Eu sempre estive do lado oposto das coisas que desejei”. nota 7,0

9. Feliz Ano Velho (1987) – Drama dirigido por Roberto Gervitz, e com roteiro baseado no romance homônimo de Marcelo Rubens Paiva, lançado em 1982. Estrelando Marcos Breda, Malu Mader, Betty Gofman, Marco Nanini, Carlos Loffler e Isabel Ribeiro. Retrata a vida de Marcelo Rubens Paiva, anterior e posterior ao acidente que o deixou tetraplégico, recorrendo a flashbacks com diferentes focos e momentos de sua vida. O roteiro focaliza a temática do medo e insegurança, e as consequentes amarras e imobilidades produzidas. nota 6,8

10. O Caminho das Nuvens (2003) – Drama dirigido por Vicente Amorim, produzido por Bruno Barreto e Ângelo Gastal. Estrelando Wagner Moura, Cláudia Abreu, Sidney Magal, Ravi Lacerda e Carol Castro. Um pai de família da Paraíba, desempregado, decide enfrentar a estrada para chegar ao Rio de Janeiro, em busca de um emprego. Para realizar este sonho, ele percorre 3.200 quilômetros de bicicleta, acompanhado da mulher Rose e dos cinco filhos. A trilha sonora é de André Abujamra. nota 6,5

Confira também as quatro primeiras listas com filmes brasileiros: IV, III, II e I. Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. Np espaço Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

26/10/2011 at 16:35

Dez Filmes (50)

Publico mais uma lista de dez (10) filmes a que tenho assistido — em alguns casos, mais de uma vez. Assim como nas listas anteriores, procurei incluir vários gêneros, épocas e avaliações. Os links remetem para um site especializado em cinema.

The Prestige, 2006, movie

Hugh Jackman e Christian Bale em “O Grande Truque” (The Prestige, 2006) 

1. O Grande Truque (The Prestige, 2006) – Filme dirigido por Christopher Nolan, com o roteiro adaptado do livro homônimo de 1995 escrito por Christopher Priest. Estrelando Christian Bale, Hugh Jackman, Scarlett Johansson e Michael Caine. A história retrata dois mágicos rivais de Londres no final do século XIX. Obcecados em criar o melhor truque de ilusão, eles iniciam uma competição com trágicos resultados. Em 2007 o filme recebeu duas indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte. “Você está procurando pelo segredo, mas não o encontrará, porque não está realmente procurando. Você realmente não quer saber; você quer ser enganado”. nota 8,4

2. A Marca da Maldade (Touch of Evil, 1958) – Filme do gênero policial dirigido por Orson Welles e com roteiro baseado em obra de Whit Masterson. Estrelando Orson Welles, Charlton Heston e Janet Leigh, com participação especial de Marlene Dietrich. A trilha sonora de Henry Mancini abriu um divisor de águas na história da música para o cinema, ao colocar o chamado mainstream jazz no score musical. A história se passa numa cidadezinha bem perto da fronteira entre o México e os Estados Unidos da América. “Ele era um homem fora do comum. O que se diz sobre uma pessoa é indiferente”. nota 8,3

3. Primavera, Verão, Outono, Inverno… E Primavera (Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom, 2003) – Filme sul-coreano muito bom, digirido por Ki-duk Kim. Estrelando Ki-duk Kim, Yeong-su Oh e Jong-ho Kim. A história se passa em um templo flutuante em um lago, onde habitam um velho monge budista e um pequeno monge aprendiz. As estações do ano representam os diversos estágios pelos quais passará o pupilo. Um movimento cíclico de constante e inevitável regresso, que por um lado traz a mesmice, e por outro o singular. nota 8,1

4. Sempre aos Domingos (Les dimanches de Ville d’Avray, 1962) – Filme francês, do gênero drama, baseado em livro homônimo de Bernard Eschassériaux e dirigido por Serge Bourguignon. Estrelando Hardy Krüger, Nicole Courcel, Patricia Gozzi e Daniel Ivernel. Em 1963 o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e em 1964 foi indicado ainda nas categorias Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora (Maurice Jarre); na trilha sonora, destaque para o Adaggio, for Organ and Orchestra, de Tomaso Albinoni. “É a sinceridade que lhes incomoda?” nota 8,1

5. A Noite Americana (La nuit américaine, 1973) – Filme ítalo-francês dirigido por François Truffaut. Estrelando Jacqueline Bisset, Jean-Pierre Léaud, François Truffaut, Valentina Cortese e Jean-Pierre Aumont. Apresenta um cineasta, durante a produção de um filme, seus imprevistos, atores com ego inflado, problemas de bastidores, e as soluções improvisadas para concluir o projeto a tempo. Trilha sonora assinada por Georges Delerue. Em 1974 ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e em 1975 foi indicado ainda nas categorias Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz Coadjuvante (Valentina Cortese). “Esperamos que o público goste de assistir como gostamos de fazer”. nota 8,0

6. Um Violinista no Telhado (Fiddler on the Roof, 1971) – Drama e musical dirigido por Norman Jewison, baseado em musical da Broadway, que por sua vez foi baseado em contos de Sholom Aleichem. Estrelando Chaim Topol, Norma Crane e Leonard Frey. Numa pequena aldeia na Rússia sob o Czarismo, no período pré-revolucionário do início do século XX, o foco é a comunidade judaica local. Apurada sensibilidade e humor, e alguns bons momentos de música, coreografia e fotografia. Em 1972 o filme foi indicado ao Oscar em 8 (oito) categorias, vencendo em três, entre as quais Melhor Trilha Sonora (John Williams). Entre as indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Chaim Topol). nota 7,8

7. A Ponte de Waterloo (Waterloo Bridge, 1940) – Filme dirigido por Mervyn LeRoy, baseado na peça homônima de Robert E. Sherwood. Refilmagem do original de Waterloo Bridge, de 1931. Estrelando Vivien Leigh, Robert Taylor e Lucile Watson. A história tem início na Ponte de Waterloo, em Londres, à época dos bombardeios da Primeira Guerra Mundial. Em 1941 o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; a conhecida trilha sonora assinada por Herbert Stothart também foi indicada, com destaque para o belíssimo movimento de O Lago dos Cisnes de Tchaikovsky e para a Farewell Waltz (Valsa da Despedida/Valsa do Adeus) de Chopin. nota 7,7

8. Encurralado (Duel, 1971) – Road movie especialmente produzido para a televisão, dirigido por Steven Spielberg em início de carreira, a partir de um roteiro do especialista Richard Matheson, e estrelado por Dennis Weaver. Um caixeiro viajante é atormentado e perseguido por um enorme caminhão conduzido por um criminoso. “Quando as luzes dos faróis de um caminhão tornam-se os olhos de um psicopata”. Serviu de base para uma série de filmes explorando o tema de uma máquina assassina sobre rodas. O filme ganhou um Globo de Ouro em 1972. nota 7,7

9. Passagem para a Índia (A Passage to India, 1984) – Filme britânico dirigido por David Lean. Drama com boa densidade psicológica, baseado no livro homônimo de E. M. Forster. Estrelando Judy Davis, Victor Banerjee, Peggy Ashcroft, James Fox e Alec Guinness. No final da década de 1920, uma rica inglesa liberal parte para a Índia, então sob domínio britânico, em companhia de sua futura sogra. Excelente trilha sonora de Maurice Jarre. Em 1985 o filme foi indicado ao Oscar em 11 (onze) categorias, vencendo em duas, entre as quais Melhor Trilha Sonora (Maurice Jarre). Entre as indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz (Judy Davis). nota 7,4

10. Ontem, Hoje e Amanhã (Ieri, oggi, domani, 1963) – Comédia dirigida por Vittorio De Sica, o filme é considerado um clássico da cinematografia italiana. Os protagonistas são Sophia Loren, numa fase esplendorosa, e Marcello Mastroianni. O casal vive uma série de encontros e desencontros em três histórias, focando cada uma delas em uma mulher. Humano, divertido e comovente. Bom score musical por Armando Travajoli — na primeira história, Sofia Loren cantarola Core ‘ngrato. Em 1965 o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. nota 7,2

Confira também as listas anteriores de dez (10) filmes: 49, 48, 47, 46, 45… Não constam destas listas aqueles filmes sobre os quais já tenhamos publicado algum post. Em meu espaço pessoal no Youtube talvez você encontre vídeos para alguns destes filmes, com cenas selecionadas e trailers. Consulte as Listas de Reprodução.

Written by Paulo Amadeu

15/10/2011 at 12:20

Publicado em Assistidos Recentemente

Tagged with